ABDI e EMGEA firmam acordo para transformar ativos públicos em vetores de desenvolvimento industrial
Acordo de Cooperação Técnica prevê uso de imóveis públicos em projetos de infraestrutura, desenvolvimento regional e transição energética
A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Empresa Gestora de Ativos (EMGEA) firmaram, nesta sexta-feira (12/6), um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para desenvolver soluções voltadas à destinação produtiva de ativos imobiliários sob gestão pública. O acordo foi assinado pelo presidente da ABDI, Olavo Noleto, e pelo diretor-presidente da EMGEA, Fernando Pimentel, em cerimônia realizada na sede da ABDI, em Brasília.
Para o presidente da ABDI, a parceria articula competências das duas instituições.
A ABDI tem vocação para estudos, projetos e política industrial, enquanto a EMGEA possui expertise na gestão de ativos, especialmente imobiliários. Nossa proposta é transformar esses ativos em uma plataforma capaz de alavancar recursos para a política industrial brasileira”, afirmou.
A ABDI tem vocação para estudos, projetos e política industrial, enquanto a EMGEA possui expertise na gestão de ativos, especialmente imobiliários. Nossa proposta é transformar esses ativos em uma plataforma capaz de alavancar recursos para a política industrial brasileira”, afirmou.
Noleto também destacou que o uso de tecnologias avançadas, incluindo inteligência artificial e análise de dados, poderá apoiar a identificação dos imóveis com maior potencial de uso produtivo. “Com tecnologia, inteligência territorial e articulação institucional, esperamos gerar resultados concretos para o fortalecimento da indústria nacional, com mais emprego, renda e desenvolvimento”, disse.
A Plataforma Imobiliária-Industrial será desenvolvida para apoiar a identificação, classificação e priorização de imóveis públicos sem destinação produtiva definida. A ferramenta deverá considerar critérios como localização, vocação econômica, restrições jurídicas e ambientais, potencial de renda, demanda privada e aderência à política industrial. Entre as possibilidades estão condomínios industriais, centros logísticos, parques de fornecedores, polos de desenvolvimento regional e estruturas voltadas à transição energética e à descarbonização.
A gerente da Unidade de Novos Negócios da ABDI, Vandete Mendonça, destacou que a parceria segue a mesma lógica do programa Destrava Brasil, voltada à aceleração de investimentos por meio da inovação. “Os imóveis da União podem gerar uma destinação para a indústria e podem também rentabilizar para a EMGEA. A ideia é destravar isso com o uso de tecnologia, principalmente inteligência artificial”, afirmou.
Para Fernando Pimentel, o acordo fortalece o papel da empresa como gestora estratégica de ativos do Governo Federal. “A União possui um grande estoque imobiliário que precisa ser utilizado de forma produtiva. Com o apoio da ABDI, teremos instrumentos para transformar esses ativos em fontes de financiamento para políticas industriais e de desenvolvimento. Essa cooperação representa um passo importante para gerar resultados concretos para o país”, ressaltou.
O diretor comercial da EMGEA, Adhemar Palocci, também destacou a relevância institucional da iniciativa. Para ele, a união entre a experiência da ABDI na formulação e execução de projetos de desenvolvimento e a capacidade da EMGEA na administração de ativos públicos cria condições para a construção de projetos estruturantes com potencial de gerar impactos econômicos e sociais relevantes.
Entre os ativos que poderão integrar futuras iniciativas da parceria estão galpões logísticos, centros de distribuição, armazéns alfandegados, centros de consolidação de cargas e áreas de apoio a pequenas indústrias fornecedoras. Uma das primeiras entregas previstas será a construção de uma metodologia para classificação dos imóveis de acordo com sua vocação econômica e potencial de uso produtivo, contribuindo para ampliar a eficiência na gestão patrimonial e impulsionar a competitividade da indústria brasileira.
Criado para apoiar a modernização das agências reguladoras no país, o programa Destrava Brasil, da ABDI, atua diretamente na identificação e superação de gargalos nos processos das agências, com base em três pilares: uso de tecnologias avançadas, aperfeiçoamento de processos e normativos e fortalecimento da governança orientada a resultados.
Entre os resultados já alcançados está o projeto desenvolvido em parceria com a Agência Nacional de Mineração (ANM) com foco no redesenho de processos, simplificação de normativos e apoio da inteligência artificial na análise de processos finalísticos
Fonte: Agência Gov / Governo Federal