Governo do Brasil inicia nova etapa de monitoramento da água no Rio Doce
Atividade reforça o acompanhamento da qualidade da água para consumo humano em municípios de Minas Gerais e Espírito Santo afetados pelo rompimento da barragem de Fundão
O Governo do Brasil, por meio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), iniciou nessa segunda-feira, 15 de junho, a nova etapa da campanha Funasa Presente no Rio Doce, dando continuidade ao monitoramento da qualidade da água para consumo humano em municípios de Minas Gerais e Espírito Santo. A segunda fase reforça o acompanhamento sistemático das condições da água ao longo da bacia e integra as ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde no âmbito do Novo Acordo do Rio Doce.
A Funasa organizou equipes do Brasil inteiro para vir até aqui, na região da Bacia do Rio Doce, e realizar esse trabalho. O intuito é conversar com todo mundo e alinhar o trabalho para começar imediatamente essas coletas”
Raphael Rolim, diretor do Departamento de Saúde Ambiental
O lançamento da campanha foi realizado em Governador Valadares (MG), na sede da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Doce (Ardoce). O evento reuniu gestores e técnicos da Funasa, além de instituições parceiras envolvidas nas ações de monitoramento da água na região. “A Funasa organizou equipes do Brasil inteiro para vir até aqui, na região da Bacia do Rio Doce, e realizar esse trabalho. O intuito é conversar com todo mundo e alinhar o trabalho para começar imediatamente essas coletas”, explicou o diretor do Departamento de Saúde Ambiental (Desam) da Funasa, Raphael Rolim.
Segundo ele, a nova campanha reforça a atuação da Funasa em saúde ambiental e saneamento, contribuindo para gerar informações técnicas que vão servir de apoio aos gestores públicos, além de fortalecer a vigilância da qualidade da água e ampliar a segurança sanitária das comunidades ao longo da Bacia do Rio Doce.
COLETA E ANÁLISE DA ÁGUA — A segunda fase dá continuidade ao trabalho iniciado em maio deste ano, quando a Funasa realizou uma ampla operação de coleta e análise de água em 32 municípios da Bacia do Rio Doce afetados pelo rompimento da barragem de Fundão, em 2015.
O trabalho está estruturado em três fases, ao longo de 36 meses. A primeira etapa, de implantação, terá duração de três meses, com coletas em, no mínimo, 109 pontos. A fase seguinte, de expansão, poderá durar até 18 meses, com ampliação gradual do monitoramento.
A etapa de consolidação seguirá até o fim do período previsto, com manutenção dos pontos em operação contínua e formação de um banco de dados. “A ideia é passar os próximos anos fazendo esse levantamento aqui, para dar um diagnóstico correto à sociedade de como está a água para consumo humano na Bacia do Doce”, disse Rolim.
MOBILIZAÇÃO E PARÂMETROS — Para a campanha Funasa Presente no Rio Doce, foram mobilizadas três Unidades Móveis de Controle da Qualidade da Água (UMCQA), além de equipes técnicas e veículos de apoio, para atuar simultaneamente em três diferentes trechos da bacia .
As equipes realizam análises dos chamados parâmetros sentinela – coliformes totais, Escherichia coli, pH, turbidez e cloro residual –, além da coleta de amostras para avaliação de outros parâmetros em laboratórios especializados, incluindo metais pesados, orgânicos e agrotóxicos. A operação conta também com a colaboração do Consórcio Intermunicipal de Saneamento Básico da Zona da Mata de Minas Gerais (Cisab), parceiro da Fundação em parte das análises.
Segundo o coordenador-geral de Ações Estruturantes em Saneamento e Saúde Ambiental da Funasa, Artur Moret, a nova etapa representa a continuidade de um esforço técnico voltado à produção de informações qualificadas sobre a água consumida pelas populações da região.
“A primeira campanha permitiu ampliar significativamente o monitoramento da qualidade da água na Bacia do Rio Doce e produzir um retrato importante das condições de abastecimento nos municípios acompanhados. Agora, damos continuidade a esse trabalho, fortalecendo o acompanhamento sistemático desses pontos e gerando informações que contribuam para a proteção da saúde da população e para o planejamento das ações de saúde ambiental”, afirmou.
Fonte: Agência Gov / Governo Federal