Ações de manutenção ajudam a elevar nível dos rios Amazonas e Solimões
Com níveis mais elevados nos rios, navegabilidade na região aumenta e favorece o transporte de passageiros e cargas, além do abastecimento das comunidades ribeirinhas
Os rios Amazonas e Solimões registram, em 2026, níveis mais elevados em comparação aos períodos de seca de 2023 e 2024, aumentando as condições de navegabilidade nos principais corredores hidroviários da Amazônia. Em Itacoatiara (AM), no Rio Amazonas, o nível atual é de 14,43 metros. Em Tabatinga (AM), no Rio Solimões, a cota chega a 12,16 metros, indicando melhora significativa das condições hidrológicas na região.
Na comparação com os períodos de estiagem, o Rio Amazonas registrou cerca de 9,2 metros em 2023 e 9,20 metros em 2024 em Itacoatiara. Já o Rio Solimões marcou aproximadamente 10 metros em 2023 e 9,99 metros em 2024 em Tabatinga, evidenciando a recuperação dos níveis neste ano.
O cenário favorece o transporte de passageiros e cargas, além do abastecimento das comunidades ribeirinhas, que dependem dos rios para mobilidade e acesso a insumos essenciais como alimentos, medicamentos e combustíveis.
Monitoramento e gestão preventiva
Em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o Ministério de Portos e Aeroportos atua de forma contínua e preventiva na manutenção da navegabilidade dos rios Amazonas e Solimões. O Governo Federal mantém contratos de dragagem e manutenção em trechos estratégicos da Amazônia, integrados ao Plano de Dragagem de Manutenção Aquaviária (Padma) e ao Plano de Sinalização Náutica do Amazonas, com atuação entre Manaus, Itacoatiara e regiões do Solimões.
No Rio Amazonas, o contrato vigente no trecho Manaus–Itacoatiara soma R$ 186,9 milhões, com vigência de cinco anos. No Rio Solimões, estão em execução contratos nos trechos Tabatinga–Benjamin Constant (R$ 104,9 milhões), Benjamin Constant–São Paulo de Olivença (R$ 84,26 milhões) e Coari–Codajás (R$ 90,69 milhões), também com execução plurianual.
No Rio Madeira, foi firmado contrato de R$ 123,6 milhões para dragagem contínua entre Porto Velho (RO) e a foz do Amazonas, com vigência até 2029, reforçando a capacidade de operação durante períodos de estiagem e garantindo o transporte de cargas essenciais.
As ações incluem ainda a manutenção e ampliação da sinalização náutica, contribuindo para a segurança das operações e a previsibilidade logística em toda a região Norte. A estratégia do Governo Federal é assegurar a navegabilidade das hidrovias amazônicas de forma contínua e preventiva, reduzindo impactos de eventos climáticos extremos e garantindo o abastecimento das populações ribeirinhas e o escoamento da produção regional.
Por Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Agência Gov / Governo Federal