Brasil, Paraguai e Bolívia avançam em modelo para gestão da Hidrovia do Rio Paraguai

Brasil, Paraguai e Bolívia avançam em modelo para gestão da Hidrovia do Rio Paraguai

Brasil, Paraguai e Bolívia estão avançando na construção de um modelo compartilhado de gestão da Hidrovia do Rio Paraguai, corredor estratégico para o transporte fluvial na América do Sul e para a integração logística regional. Em reunião realizada no dia 14 de maio por videoconferência, representantes dos três países discutiram um acordo internacional voltado à governança compartilhada e à futura concessão da hidrovia.

A iniciativa quer reforçar a integração regional e dar mais eficiência ao transporte hidroviário, fortalecendo o comércio entre os países e promovendo o desenvolvimento das populações que dependem do rio.

Durante o encontro, o governo paraguaio apresentou uma proposta de atualização do modelo de gestão, com foco na modernização da concessão e no fortalecimento da coordenação entre os países ao longo da via fluvial.

O modelo em discussão prevê a criação de um mecanismo trilateral de acompanhamento da concessão, com regras comuns de coordenação operacional, fiscalização e gestão do corredor hidroviário. As tratativas são coordenadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em articulação com o Ministério das Relações Exteriores, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários e o Programa de Parcerias de Investimentos.

A expectativa é que uma nova rodada de negociações ocorra na segunda quinzena de junho, com o objetivo de consolidar um acordo em conjunto.

Importância estratégica da hidrovia

A Hidrovia do Rio Paraguai movimenta cerca de 10 milhões de toneladas de cargas por ano, incluindo grãos, minérios, combustíveis e alimentos. O corredor conecta regiões produtoras do Centro-Oeste brasileiro aos mercados da Bacia do Prata, contribuindo para a redução dos custos logísticos e para o fortalecimento da integração econômica sul-americana.

A iniciativa está alinhada à estratégia do Governo Federal de ampliar a participação do transporte hidroviário na matriz logística nacional, reconhecido pela eficiência energética e pelo menor impacto ambiental no transporte de grandes volumes.

Além disso, o projeto deve beneficiar cadeias produtivas e contribuir para o desenvolvimento de comunidades ribeirinhas, com o fortalecimento da infraestrutura logística e da conectividade regional. Assessoria Especial de Comunicação Social Ministério de Portos e Aeroportos


Fonte: Agência Gov / Governo Federal

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