Lula participa do anúncio de retomada de fábrica de fertilizantes. Obra favorece a segurança alimentar
Obra vai gerar mais de R$ 5 bilhões em investimentos. Empreendimento da Petrobras em Três Lagoas (MS) deve gerar cerca de 8 mil postos de trabalho e reduzir a dependência brasileira de importações
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, nesta quinta-feira (25/6), em Três Lagoas (MS), da cerimônia que marca a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), empreendimento da Petrobras considerado estratégico para ampliar a produção nacional de fertilizantes, fortalecer a segurança alimentar e reduzir a dependência externa do País. A unidade integra o Novo PAC e receberá investimentos de mais de R$ 5 bilhões para sua conclusão.

Paralisada desde 2015, a UFN-III teve sua retomada confirmada pela Petrobras após nova reavaliação técnica e econômica que atestou a viabilidade do projeto e sua aderência ao Plano de Negócios 2026-2030 da companhia. A cerimônia em Três Lagoas marcará a mobilização do empreendimento e a assinatura dos principais contratos para a conclusão da planta, consolidando a retomada de um projeto 100% Petrobras.
EMPREGOS – As obras devem gerar aproximadamente 8 mil postos de trabalho diretos e indiretos, além de impulsionar a economia regional por meio da contratação de fornecedores e da movimentação dos setores de serviços, transporte, hospedagem, alimentação e comércio. Três Lagoas já possui forte vocação industrial e logística, perfil que será reforçado com a instalação de uma das maiores unidades da indústria química e de fertilizantes do país.
PRODUÇÃO – Quando entrar em operação comercial, prevista para 2029, a unidade terá capacidade para produzir 3.600 toneladas diárias de ureia granulada e 2.200 toneladas diárias de amônia, totalizando cerca de 1,3 milhão de toneladas de ureia por ano — volume equivalente a aproximadamente 16% da demanda nacional pelo insumo.
LOGÍSTICA – A localização da fábrica é considerada estratégica. O Centro-Oeste responde por cerca de 40% da demanda brasileira de ureia, impulsionada principalmente pelas culturas de milho, cana-de-açúcar, algodão e pastagens. A proximidade da unidade com importantes polos produtores agrícolas deve ampliar a confiabilidade do abastecimento e reduzir custos logísticos para produtores rurais, especialmente nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo.
MERCADO NACIONAL – A retomada da UFN-III integra uma estratégia mais ampla do Governo do Brasil e da Petrobras para reconstruir a capacidade nacional de produção de fertilizantes nitrogenados. A carteira de fertilizantes da Petrobras no Novo PAC reúne quatro unidades: Fafen-BA, Fafen-SE, ANSA e UFN-III. Com a entrada em operação dessas plantas, a estatal projeta atender cerca de 35% do mercado nacional de ureia até 2029. Antes da retomada das fábricas, 100% da ureia consumida no país era importada.
Fonte: Agência Gov / Governo Federal