Anvisa amplia lista de agências estrangeiras com padrão equivalente ao brasileiro

Anvisa amplia lista de agências estrangeiras com padrão equivalente ao brasileiro

Norma atualizada inclui agências subnacionais que têm padrões de análise e aprovação equivalentes às da própria Anvisa. Mudança asagiliza o fluxo de análises e amplia o reconhecimento de autoridades estrangeiras

Foi publicada nesta segunda-feira (15/6) a Instrução Normativa (IN) 451/2026 , que altera a IN 292/2024 , introduz mudanças relevantes nos critérios para definição de Autoridades Reguladoras Estrangeiras Equivalentes (Aree) e no fluxo administrativo para a Certificação de Boas Práticas de Fabricação (CBPF). A norma foi aprovada na 10ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada , realizada em 10 de junho.

A atualização promove o aperfeiçoamento do processo regulatório com a reorganização do fluxo de peticionamento e análise, tornando-o mais ágil, claro e alinhado às práticas internacionai s às adotadas pela área de registro da própria Agência.

As Aree’s são agências reguladoras de outros países que a Anvisa reconhece como equivalentes em seus padrões de avaliação. Esse reconhecimento é fundamental, pois permite que análises de documentos e processos já realizados por essas autoridades sejam otimizados no Brasil, evitando a duplicação de esforços e, consequentemente, acelerando a disponibilização de produtos inovadores no mercado nacional. É um passo estratégico em direção à harmonização regulatória internacional e à maior eficiência dos processos.

Entre os avanços, destaca-se a inclusão de uma lista de AREE em nível de reconhecimento parcial ou pleno que passa a abranger autoridades reguladoras descentralizada, permitindo o aproveitamento de inspeções conduzidas por estruturas subnacionais. Essa nova lista será atualizada de acordo com o fluxo regulatório e procedimentos simplificados.

Outra mudança importante diz respeito ao fluxo administrativo de peticionamento, que agora deverá ser protocolado por meio de aditamento no pedido de CBPF e não mais em código específico. Essa melhoria contribui para a organização dos processos e para a maior rastreabilidade das informações, em linha com outras iniciativas da Agência para qualificação da base de dados e ganho de eficiência regulatória.

Nos casos em que houver relatório emitido por Autoridade Reguladora Estrangeira Equivalente, as empresas deverão encaminhar a documentação por meio de aditamento ao processo de Certificação, utilizando os códigos de assunto apropriados:

70960 – INSUMOS FARMACÊUTICOS – Procedimento Otimizado – Relatório de Autoridade Reguladora Estrangeira Equivalente (AREE) para fins de Certificação de Boas Práticas de Fabricação

70961 – INSUMOS FARMACÊUTICOS ATIVOS BIOLÓGICOS – Procedimento Otimizado – Relatório de Autoridade Reguladora Estrangeira Equivalente (AREE) para fins de Certificação de Boas Práticas de Fabricação

70962 – MEDICAMENTOS – Procedimento Otimizado – Relatório de Autoridade Reguladora Estrangeira Equivalente (AREE) para fins de Certificação de Boas Práticas de Fabricação

70963 – PRODUTOS BIOLÓGICOS – Procedimento Otimizado – Relatório de Autoridade Reguladora Estrangeira Equivalente (AREE) para fins de Certificação de Boas Práticas de Fabricação

A Anvisa orienta as empresas a observarem atentamente as novas disposições e a utilizarem corretamente os códigos de assunto, de modo a garantir a adequada instrução dos processos e o pleno aproveitamento dos benefícios trazidos pela norma.

Os códigos de assunto de CBPF por análise otimizada serão descontinuados e os processos que deram entrada na Anvisa antes da publicação da IN 451/2026 passarão a ser avaliados no novo rito de análise, sem prejuízo às empresas.

Por fim, a nova normativa permite o reconhecimento dos Estados descentralizados das AREEs com mesmo nível de confiança. Os Estados reconhecidos são os que seguem:

Estados descentralizados

Alemanha – Federal Ministry of Health (BMG) e Central Authority of the Laender for Health Protection regarding Medicinal Products and Medical Devices (ZLG) ;

a. Baden‑Württemberg – Regierungspräsidium Tübingen (Regional Council Tuebingen)

b. Bayern – Regierung von Oberbayern (Government of Upper Bavaria)

c. Bayern – Regierung von Oberfranken (Government of Upper Franconia)

d. Berlin – Landesamt für Gesundheit und Soziales (State Office for Health and Social Affairs Berlin)

e. Brandenburg – Landesamt für Arbeitsschutz, Verbraucherschutz und Gesundheit (State Office for Occupational Safety, Consumer Protection and Health)

f. Bremen – Die Senatorin für Gesundheit, Frauen und Verbraucherschutz (The Senator for Health, Women and Consumer Protection)

g. Hamburg – Behörde für Justiz und Verbraucherschutz (Ministry of Justice and Consumer Protection of the Free and Hanseatic City of Hamburg)

h. Hessen – Hessisches Landesamt für Gesundheit und Pflege (Hessian State Office for Health and Care)

i. Mecklenburg‑Vorpommern – Landesamt für Gesundheit und Soziales Mecklenburg‑Vorpommern (State Office for Health and Social Affairs, Health Department)

j. Niedersachsen – Staatliches Gewerbeaufsichtsamt Braunschweig (State Trade Supervisory Office Braunschweig)

k. Niedersachsen – Staatliches Gewerbeaufsichtsamt Hannover (State Trade Supervisory Office Hannover)

l. Niedersachsen – Staatliches Gewerbeaufsichtsamt Lüneburg (State Trade Supervisory Office Lueneburg)

m. Niedersachsen – Staatliches Gewerbeaufsichtsamt Oldenburg (State Trade Supervisory Office Oldenburg)

n. Nordrhein‑Westfalen – Bezirksregierung Arnsberg (District Government Arnsberg)

o. Nordrhein‑Westfalen – Bezirksregierung Detmold (District Government Detmold)

p. Nordrhein‑Westfalen – Bezirksregierung Düsseldorf (District Government Duesseldorf)

q. Nordrhein‑Westfalen – Bezirksregierung Köln (District Government Cologne)

r. Nordrhein‑Westfalen – Bezirksregierung Münster (District Government Muenster)

s. Rheinland‑Pfalz – Landesamt für Soziales, Jugend und Versorgung (State Office for Social Affairs, Youth and Supply)

t. Saarland – Ministerium für Arbeit, Soziales, Frauen und Gesundheit des Saarlandes (Ministry of Labour, Social Affairs, Women and Health of the Saarland)

u. Sachsen – Landesdirektion Sachsen (State Directorate Saxony)

v. Sachsen‑Anhalt – Landesverwaltungsamt Sachsen‑Anhalt (State Administration Office of Saxony‑Anhalt)

w. Schleswig‑Holstein – Landesamt für Arbeitsschutz, Soziales und Gesundheit (State Office for Occupational Safety, Social Affairs and Health)

x. Thüringen – Thüringer Landesamt für Verbraucherschutz (Thuringian State Office for Consumer Protection

Espanha – Spanish Agency of Medicines and Medical Devices (AEMPS) ;

a. Aragón – Departamento de Sanidad. Gobierno de Aragón (Dirección General de Asistencia Sanitaria).

b. Canarias – Consejería de Sanidad. Gobierno de Canarias (Servicio Canario de la Salud – Servicio de Ordenación Farmacéutica).

c. Castilla y León – Consejería de Sanidad. Junta de Castilla y León (Dirección General de Salud Pública e Investigación, Desarrollo e Innovación).

d. Cataluña – Departament de Salut. Generalitat de Catalunya (Dirección General de Regulación, Planificación y Recursos Sanitarios).

e. Comunidad Valenciana – Conselleria de Sanidad Universal y Salud Pública. Generalitat Valenciana (Dirección General de Farmacia y Productos Sanitarios).

f. Galicia – Conselleria de Sanidade. Xunta de Galicia (Subdirección Xeral de Inspección, Auditoría e Acreditación de Servizos Sanitarios).

g. Illes Balears – Conselleria de Salut. Govern de les Illes Balears (Dirección General de Planificación, Evaluación y Farmacia).

h. Navarra – Departamento de Salud. Gobierno de Navarra (Dirección General de Salud).

i. Región de Murcia – Consejería de Sanidad. Región de Murcia (Dirección General de Planificación, Ordenación Sanitaria y Farmacéutica e Investigación).

Japão – Ministry of Health, Labour and W elfare (MHLW) e Pharmaceuticals and Medical Devices Agency (PMDA):

  1. Aichi

  2. Akita

  3. Aomori

  4. Chiba

  5. Ehime

  6. Fukui

  7. Fukuoka

  8. Fukushima

  9. Gifu

  10. Gunma

  11. Hiroshima

  12. Hokkaido

  13. Hyogo

  14. Ibaraki

  15. Ishikawa

  16. Iwate

  17. Kagawa

  18. Kagoshima

  19. Kanagawa

  20. Kochi

  21. Kumamoto

  22. Kyoto

  23. Mie

  24. Miyagi

  25. Miyazaki

  26. Nagano

  27. Nagasaki

  28. Nara

  29. Niigata

  30. Oita

  31. Okayama

  32. Okinawa

  33. Osaka

  34. Saga

  35. Saitama

  36. Shiga

  37. Shimane

  38. Shizuoka

  39. Tochigi

  40. Tokushima

  41. Tokyo

  42. Tottori

  43. Toyama

  44. Wakayama

  45. Yamagata

  46. Yamaguchi

  47. Yamanashi.

Suíca – Swiss Agency for Therapeutic Products (Swissmedic) :

  1. Kantonale Heilmittelkontrolle – Regionale Fachstelle der Ost- und Zentralschweiz (RFS-OZ)

  2. Regionales Heilmittelinspektorat der Nordwestschweiz (RHI)

  3. Inspectorat de Suisse Occidentale des Produits Thérapeutiques (ISOPTh)

  4. Ispettorato Regionale dei Medicamenti della Svizzera del Sud (IRM-S) – Clinica Psichiatrica Cantonale

Kantonale Heilmittelkontrolle – Regionale Fachstelle der Ost- und Zentralschweiz (RFS-OZ)

Regionales Heilmittelinspektorat der Nordwestschweiz (RHI)

Inspectorat de Suisse Occidentale des Produits Thérapeutiques (ISOPTh)

Ispettorato Regionale dei Medicamenti della Svizzera del Sud (IRM-S) – Clinica Psichiatrica Cantonale


Fonte: Agência Gov / Governo Federal

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