TriboGirls inicia nova turma no Inmetro e aproxima meninas da pesquisa científica
Projeto reúne estudantes do ensino médio em atividades de pesquisa e formação voltadas às áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática
Seis estudantes do ensino médio do Colégio Estadual Barão de Mauá, em Duque de Caxias (RJ), iniciaram nesta terça-feira (9/6) uma imersão no universo da pesquisa científica por meio do projeto TriboGirls, iniciativa nacional financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). As alunas passam a integrar o segundo grupo de bolsistas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), onde terão contato direto com atividades de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico.
A ação tem como principal objetivo estimular o interesse de meninas pelas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, contribuindo para a redução das desigualdades de gênero nesses campos. Durante a experiência, as estudantes participarão de atividades práticas, acompanhadas por pesquisadores e especialistas, ampliando seus conhecimentos sobre o método científico e as oportunidades de formação e carreira na área.
A agente de acompanhamento da gestão escolar (AAGE) da Coordenadoria Regional Metropolitana V da Secretaria de Educação Estadual do Rio de Janeiro (SEE-RJ), Renata Bom, acredita que a experiência pode contribuir para as escolhas profissionais das participantes.
“Muitas vezes os jovens só conseguem sonhar com aquilo que conhecem. Quando elas entram em contato com um ambiente de pesquisa como este, descobrem profissões e áreas de atuação que nem imaginavam. Isso amplia horizontes e pode fazer toda a diferença na construção do futuro delas”, afirmou.
O chefe da Divisão de Metrologia de Materiais do Inmetro, Oleksii Kuznetsov, ressaltou que a vivência no laboratório pode ampliar o olhar das estudantes sobre a ciência e suas possibilidades de atuação.
“Este é um espaço onde a pesquisa se transforma em conhecimento aplicado. Espero que vocês aproveitem cada atividade para fazer perguntas, experimentar e perceber que a ciência também pode ser um caminho possível para o futuro de vocês”, afirmou.
Ao longo do ciclo, as alunas serão acompanhadas pelas pesquisadoras do Laboratório de Biomateriais e Tribologia (Labit), Márcia Maru e Vanessa Kapps, em atividades práticas de pesquisa.
Para Márcia Maru, a proposta vai além do aprendizado teórico.
Vanessa Kapps, também pesquisadora do Labit, destacou que o projeto permite às estudantes vivenciar a ciência de forma prática, desde o contato com equipamentos até a análise de resultados.
“Mais do que aprender conceitos, elas vão viver o processo de fazer ciência. A proposta é que desenvolvam curiosidade, autonomia, responsabilidade e trabalho em equipe, entendendo que a ciência também pode ser um caminho possível para o futuro delas”, afirmou.
Rede de apoio às bolsistas
A recepção contou com apresentações de representantes do Inmetro que integram a rede de apoio ao projeto. A chefe do Serviço de Segurança e Saúde Ocupacional (Sesao), Sandra Lima da Silva, destacou a importância do acolhimento e do bem-estar para o desenvolvimento das bolsistas.
A gestora substituta da Universidade Corporativa do Inmetro (Unimetro), Aline Coelho, destacou a relevância da iniciativa para a formação das estudantes e apresentou o trabalho desenvolvido pela Universidade. Também pela Unimetro, a servidora Telma Sara Rover apresentou às bolsistas oportunidades de formação oferecidas pelo Instituto, como cursos técnicos gratuitos, graduação e programas de pós-graduação.
Ciência que transforma
Durante a cerimônia de recepção, as estudantes conheceram o Laboratório de Biomateriais e Tribologia (Labit), onde desenvolverão parte das atividades. Entre os temas abordados estão estudos relacionados a biomateriais, superfícies e próteses utilizadas na área da saúde.
Para a professora Danielle de Oliveira, do Colégio Estadual Barão de Mauá, a iniciativa tem contribuído para aproximar as estudantes da ciência e estimular novos projetos de vida.
“O projeto ajuda a disseminar a ciência e mostra que as meninas também podem ocupar esses espaços. A experiência da primeira turma despertou o interesse de outras alunas e fortaleceu ainda mais essa parceria entre a escola e o Inmetro”, destacou.
Ao final do ciclo, a expectativa é que as estudantes atuem como multiplicadoras do conhecimento em suas escolas e comunidades, inspirando outras meninas a seguirem caminhos na ciência e na tecnologia.
A chegada do novo grupo ao Inmetro reforça o compromisso da instituição com a formação de futuras cientistas e com a democratização do acesso ao conhecimento científico, promovendo experiências que conectam a educação básica ao universo da pesquisa e da inovação.
Fonte: Agência Gov / Governo Federal